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Muito alarde foi feito pelas cenas de sexo explícito desse filme. O diretor é o controverso Lars Von Trier de Anticristo. Eu e minha amada estávamos já programando essa ida ao cinema há meses quando assistimos aos primeiros trailers. Se tiver a ver com sexo vocês já sabem, o casal já está dooooooooido pra ver!

O filme não estava passando em muitas salas. Não é o típico filme para a família nesse verão, né? Interessante que quando cheguei para comprar os ingressos, não havia nenhuma indicação de que o filme estava passando ali. Achei até que não estava. Nenhum pôster, nem o nome do filme na tela eletrônica. Os pôsteres oficiais são de caras de pessoas tendo orgasmos, dá pra entender o medo em exibi-los.

Escolhemos um cinema chic de São Paulo, o vip do shopping  JK (www.jkiguatemi.com.br) . O preço foi um pouco salgado, 100 reais nós dois. Mas valeu muito a pena. As poltronas são isoladas para duas pessoas isto é, agrupadas de duas em duas sem apoio de braço no meio. Perfeito para um casal safado como nós. Péssimo para quem vai sozinho. Sentar com um estranho tão próximo não deve ser nada bom, a não ser que ele ou ela dê sorte com alguém interessante. Além disso, a poltrona reclina a ponto de ficarmos deitados e os pés também sobem. Delícia. Até garçom tinha para pedir petit gateau e outras delícias.

Fiquei esperando minha mulher, pois ela viria direto do trabalho. Trânsito infernal em São Paulo (que novidade). Ela chegou de vestidinho curto com as pernas de fora, olhão pintado (ela sabe que eu amo) e já me animei. Eu estava hiper mal intencionado. Ela também. Estávamos já um pouco atrasados para a sessão quando ela me diz que precisava ir ao banheiro. Mal sabia eu que o motivo era maravilhoso. Mais tarde durante o filme descobri que ela estava sem calcinha. Ah, que chato.

Havia um clima diferente para esse filme. Parecia algo meio proibido, meio ousado ir vê-lo em público. Fiquei olhando a fila pra saber que espécie de pervertidos tinham a cara de pau suficiente para assistir essa pornografia toda num shopping tão classudo e família. Gentinha mais sem vergonha. A gente estava lá por amor a vocês, não nos confunda com os outros.

Adoramos nossa poltroninha e ficamos lá esperando o show começar. Zeca Camargo estava atrás de nós sentado sozinho. Espero que não tenha visto o que fizemos.

O Filme…

Muitos momentos legais: criativo, diferente, provocador. Confesso que esperava muito mais cenas de sexo explícito. Não achei tão forte. (parece que a parte 2 vai ser mais). Uma mulher (a atriz Charlotte Gainsbourg), uma viciada em sexo, conta suas histórias, em feedbacks, depois de sofrer um acidente. Uma música estilo heavy metal bem pesada inicia o filme (banda Rammstein, www.youtube.com/watch?v=zDtTQ4gt7Mg) e logo depois as lembranças começam. Minha mulher que não curte heavy metal, amou a música, achou ideal pra um sexo selvagem, tem que ouvir BEM ALTA!

Era viciada desde pequena. Mostram ela com uns cinco anos imitando o deslizar de sapos no chão para esfregar a vagina. Achei isso bem forte. Lógico que as crianças contratadas para esse filme não sabiam o que estavam fazendo, mas é sempre esquisito ver alguém nessa idade num contexto que fala de sexo. Bom, já soube que fetos se masturbam dentro da barriga da mãe, então nada me surpreende mais.

A cena onde perde a virgindade é surreal. Ela simplesmente chega pra um garoto e diz: você se incomodaria em tirar minha virgindade? Ele responde: de forma alguma. E então ele entra nela 3 vezes na frente e 5 vezes atrás, e é só. Perdeu as duas virgindades em um só dia, frontal e anal. Nem ela nem o cara gozam… foi só o que ela pediu e pronto. Poucos segundos. Hilário.

Para não me estender demais vou citar rapidamente os 3 momentos que mais me marcaram no filme:

1-Uma competição para ver quem transava com mais pessoas dentro de um trem entre ela e uma amiga quando eram adolescentes (a atriz que faz ela adolescente e jovem é gatinha, um pouco magra, mas linda. Minha mulher gostou também – Stacy Martin – chamaríamos para um ménage, certeza!).

2- A cena de Uma Thurman é espetacular: seu marido no filme a abandona e aos 3 filhos para ficar com a nossa protagonista ninfo. Ele está apaixonado. A esposa faz um discurso cheio de humor, sarcástica, mas que choca, por mostrar como uma pessoa pode largar família, filhos e tudo o mais por causa de uma menina que virou sua cabeça do avesso. Vale a pena ver a atuação sensacional de Uma.

3- Gostei da analogia da protagonista em fazer um paralelo de sua vida sexual com a polifonia (várias melodias ao mesmo tempo) na música, como se todos os seus casos formassem uma só relação sexual, cada amante sendo uma das vozes (melodias), desempenhando sua parte, sem graça sozinhas, mas que ganham um sentido maior umas com as outras, formando um todo coerente, como uma só composição. Mesmo com tudo isso, todos seus incontáveis amantes e sexo a toda hora, impressiona o filme terminando com ela gritando: Eu não sinto nada, eu não sinto nadaaa…

Bom, eu e minha mulher sentimos muita coisa. Como ela estava sem calcinha fiquei com a mãozinha lá o tempo todo até ela gozar. Depois foi ela quem mexeu em mim gostoso até meu orgasmo silencioso acontecer. Ninguém notou. Será? Ela teve que tapar as pernas com o casaco porque tinha um vizinho de poltrona olhando fixamente para elas, mesmo ele estando com a namorada dele. Eu sei que é difícil conseguir não olhar pra minha loira, perdoo.

O filme foi mais para o intelecto do que para o estimulante sexual. Mas deu pra brincar também. E a atriz-menina é bonita, dá pra curtir. Em março aguardem nossa ida ao mesmo shopping para a segunda parte. Essa sala vip é tudo…

  Uma nota final: tocou duas vezes no filme em momentos diferentes uma peça do compositor Dmitri Shostakovich, a mesma que toca também no filme “De Olhos Bem Fechados” de Stanley Kubrick… não pode ser coincidência…o diretor  quis remeter a outro filme famoso sobre sexo. Quem já viu esse filme de Kubrick imediatamente lembra-se dele quando a música toca no Ninfomaníaca. Parece uma fanfarra de circo, uma valsa grandiloquente, que soa meio sarcástico no contexto de ambos os filmes. Ótima sacada de Lars Von Trier. Uma ótima ideia pra se fazer a resenha aqui no blog desse outro filme fantástico e sensual,apesar de mais antigo,  com a poderosa Nicole Kidman, que dizem foi convidada para o Ninfomaníaca, mas não aceitou quando soube que haveria cenas de sexo explícito. Será que foi o jeito que Lars encontrou de enfiar à força a bela Nicole em seu filme subliminarmente?

A música: www.youtube.com/watch?v=J_o3mSUW7mI

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Sou um cara que ama criatividade em todos os setores da vida, principalmente no sexo. Sempre pronto pra inventar e experimentar coisas inusitadas, quebrar padrões e expandir a realidade. Tudo junto do amor da minha vida, porque só assim que tem graça.

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