Gente, hoje entrevistamos Nathalia Ziemkiewicz, idealizadora do site Na Pimentaria, jornalista apimentada, já publicou nas revistas Época, Istoé, Marie Claire, Claudia, Nova, entre outras. Abandonou as grandes publicações para ter liberdade de falar mais abertamente sobre comportamento, relações e sexo, seu tema preferido.

Esperamos que vocês curtam a entrevista tanto quanto nós!

Primeira parte: Ele pergunta para Nathalia

Foi muito bom encontrar seu blog, um site que fala de sexo com inteligência e charme. Você além de informar com propriedade, ainda faz rir, sempre com uma tiradinha inteligente e perspicaz, fazendo dos seus artigos crônicas inspiradas que representam com leveza a atual fase da sexualidade humana e as eventuais possibilidades de evolução para o  mais liberal dos leitores até o mais travadinho… Tentamos elaborar perguntas que aproveitassem ao máximo quem você é a chance que nos deu de ser “sabatinada” rsrs…obrigado!

SEXO CRIATIVO: Fizemos um artigo no site dizendo que não nos conhecemos completamente sexualmente. Ao longo da vida, se tivermos audácia e cabeça aberta, acabamos nos surpreendendo com o que somos capazes de fazer e desejar, coisas que um dia para nós já foram impensáveis podem se tornar naturais. Você concorda? Tem sido assim com você?

Nathalia Ziemkiewicz: Concordo totalmente. Quanto mais estudo sexualidade e recebo histórias de leitores do Pimentaria, melhor compreendo que o desejo é livre. Ele não tá nem aí para as regras sociais e questões morais. Você pode morrer de tesão de ser xingada na cama, embora isso pareça um absurdo aos olhos da sociedade, saca? E quanto mais bem resolvido você está, mais vai se permitir experimentar fantasias e práticas sexuais. Dois anos atrás, não me veria numa casa de swing, tinha preconceitos bobos – frutos de ignorância, no sentindo de não saber exatamente como é. Fui, me permiti ver como reagiria e entendi que não é a minha. Mas também entendi porque muitas pessoas curtem. Como eu disse, o desejo é livre e também muda ao longo da vida. Ou seja, em determinado momento da minha vida, pode ser que eu mude de ideia e vire uma super adepta.

 

 

“…gosto de contar algumas histórias

até para me aproximar dos leitores –

eu não trepo três vezes por dia, não faço

anal giratório, nem penetração na

orelha (hahaha).”

 

 

SEXO CRIATIVO: Nosso site tem uma diferença: não revelamos quem somos para poder contar tudo que fazemos sem restrições, porque sabemos que a sociedade não aceita muito bem isso e odiamos os estereótipos e rótulos. Você censura aquilo que pode falar e postar por que sabe que parentes e amigos irão ler? Ou simplesmente não vê necessidade ou tem vontade de entrar em particularidades da sua vida íntima?

Nathalia Ziemkiewicz: Seria hipócrita dizer que não me censuro: meu nome e minha cara estão lá. Sou jornalista, passei por grandes redações, sou pós-graduanda e preciso contar muito com a minha credibilidade. Isso não é um hobby pra mim. Então, claro, gosto de contar algumas histórias até para me aproximar dos leitores – eu não trepo três vezes por dia, não faço anal giratório, nem penetração na orelha (hahaha). É algo meio “ei, garota, você não está sozinha: eu também tenho crises de libido e fico sem tesão”. Não quero que as pessoas me coloquem num pedestal do tipo “nossa, ela deve ser muito fodona na cama”. Quero que as pessoas me vejam como alguém que tem uma imeeeensa curiosidade sobre o sexo e como as pessoas lidam com ele, alguém que vai além e estuda o troço, tentando “traduzir” da forma mais acessível e descontraída coisas que ainda são tabus. Sempre que escrevo, tento pensar no quanto isso poderia ou não me constranger (ou constranger meu marido). Ele adora e suuuper apoia o meu trabalho, mas isso não significa que ele tope dizer quais as fantasias sexuais dele, entende? EU aceito me expor em certa medida, mas esse não foi o trabalho que ELE escolheu fazer. Meu pai, minha vó e até minha sogra acompanham tudo o que eu posto (hahaha), então tento maneirar…

SEXO CRIATIVO: A pornografia em nossa sociedade ficou nas mãos de não artistas,  produções baratas e toscas e é vista como uma coisa baixa, de pouco valor, que não pode aspirar  a algo mais, como o sublime, o poético, o belo. Você curte filmes eróticos como são? Acha possível que algo mais sexualmente explícito seja feito com arte?  Ou são coisas antagônicas?

Nathalia Ziemkiewicz: Acho que tem gente interessada no pornô tosco e amador mesmo. Não é a minha. Pra ser sincera, nem curto muito esse pornô tradicional – britadeira e gozada na cara. Prefiro uma linha “Massage Rooms’, acho bonito de verdade ver o óleo escorrendo por partes do corpo (e excitante, claro), a demora nas preliminares, esse lance de se dedicar totalmente ao prazer do outro para depois se entregar às mãos dele. Quando penso em erótico artístico, me vêm à cabeça o trabalho de diretoras como a Érika Lust. Os filmes dela, super premiados, tem o olhar feminino – cenários bacanas e menos clichês, mulheres menos boneca-inflável-loira-peitudona-botox-na-boca, muito sexo oral nelas..

 

SEXO CRIATIVO:Você e seu marido curtem ver filmes eróticos? Que tipo de cena? Ménage, orgias, lugares públicos? Gostamos da X-Art, você tem alguma dica?

Nathalia Ziemkiewicz: OIha, acho que respondi esta pergunta na anterior. Sim, a gente curte assistir para alimentar a imaginação. Como as mulheres em geral não costumam gostar do pornô mainstream, minha dica é o material de “pornô feminista” (o nome parece blablabla chato, mas não é!) e leitura de contos eróticos. Aquela velha história de que mulher precisa de contexto e narrativa, de muitos detalhes e jogos de conquista – enquanto os caras tendem a ser puramente visuais e ficam de pau duro com qualquer close de xoxota (hahaha).

 

 

“As pessoas têm a falsa ideia

de que sexo deve ser sempre espontâneo e,

portanto, acham que ele cairá do céu

enquanto lavam a louça numa segunda-feira.

Hello!”

 

 

SEXO CRIATIVO: Você acha que a monotonia sexual pode estragar uma relação mesmo havendo amor? Criatividade é  importante no sexo? Dê uma dica para sairmos da rotina! (ps: adorei seu ensaio sensual, já é uma ótima ideia).

Nathalia Ziemkiewicz: Não. Eu tenho certeza!!! Amor e desejo são coisas totalmente diferentes – Freud já dizia que quando a gente ama, não pode desejar; quando a gente deseja, não pode amar. É absolutamente comum que você ame uma pessoa, tenha construído uma intimidade e uma família com ela… mas não consiga mais vê-la como objeto do seu desejo. Amor tem a ver com segurança, proteção, estabilidade, rotina. Desejo fala em novidade, mistério, “agressividade” (a tal da pegada), imprevisibilidade. Imagina como é foda conciliar essas duas necessidades humanas num único relacionamento. Não a toa, 51% dos brasileiros estão insatisfeitos com a vida sexual. As pessoas têm a falsa ideia de que sexo deve ser sempre espontâneo e, portanto, acham que ele cairá do céu enquanto lavam a louça numa segunda-feira. Hello! Não funciona assim num longo relacionamento, quando você já conhece o outro pelo avesso e já testou todas as posições do Kama Sutra. Sexo é foco, intenção, disponibilidade. A gente precisa se empenhar para ser criativo e ter vontade de fazer mais e melhor. Indico sempre ver filmes e ler contos, coisas que aumentem o nosso repertório imaginativo. Vá mandar mensagens, no meio da tarde, contando que você se masturbou pensando nisso ou naquilo. Passa num sex shop, quando estiver saindo do trabalho, para experimentar um novo brinquedinho. Escape para um motel de vez em quando – as mulheres reclamam muito que é “sempre no mesmo lugar e do mesmo jeito”.

 

 

(Fotos Estúdio Gobbi)

SEXO CRIATIVO: Conte um pouco do que você curte….procura novidades, sex toys? Gosta de vibradores? De que tipo? Usa com o marido? Vai a motéis para quebrar a rotina?

Nathalia Ziemkiewicz: A gente adora motel, mesmo tendo toda a liberdade do mundo na nossa casa (quer dizer, as vezes a cachorra e a gata atrapalham o babado hahaha). Só de estar numa cama diferente, entrar numa banheira ou me enxergar em outro cenário… é como se baixasse uma personagem, alguém com a qual não estou habituada no dia a dia. É divertidíssimo e renovador para a libido. Adoramos o Lush, pertinho de casa é um bafo de lindo. Gosto e recebo vibradores de algumas marcas por causa do meu blog. Indico aqueles multifuncionais, que estimulam a vagina e o clitóris ao mesmo tempo, além dos bullets (aquelas maravilhas de 4 centímetros), seja o modelo normal ou acoplados em anel peniano e dedeira.

 

SEXO CRIATIVO: Você malha, se exercita? Acha importante manter um corpo sarado para curtir mais o sexo.

Nathalia Ziemkiewicz: Ontem mesmo postei no Facebook que devorei uma caixa de Calipso apenas numa tarde (hahaha). Odeio academia, mas faço meu pilates. Não sou sarada, mas invejo as garotas com bunda durinha e barriga chapada. Um dia eu chego lá! Meu marido malha, mudou muito o corpo nos últimos dois anos, e aproveitei horrores! Tô meio devendo o mesmo pra ele, embora ouça todos os dias que sou linda e gostosa – tendo a acreditar nele…hahahaha.

 

SEXO CRIATIVO: Você tinha ou tem o costume de se masturbar, mesmo tendo um companheiro?

Nathalia Ziemkiewicz: A masturbação não tem nada a ver com estar ou não num relacionamento. Ela é uma prática saudável, individual e prazerosa. Estudos indicam que o orgasmo quando a gente se masturba é mais intenso que aquele proporcionado numa transa. Claro que eu me masturbo, não só para conhecer melhor o meu corpo e dizer como gosto de ser tocada, como para acostumar o meu cérebro a pensar (e querer) mais em sexo.
SEXO CRIATIVO: Nós amamos inventar histórias durante o sexo, aluninha/professor, que estamos numa orgia etc. Você curte fantasias? Tem alguma fantasia que ainda não realizou?
Nathalia Ziemkiewicz: Curto fantasias e ainda não realizei umas duas… Estamos em vias de.
SEXO CRIATIVO: Nesses anos de pesquisa, encontrou  algo químico a se tomar que aumenta a libido? Ou é tudo placebo?
Nathalia Ziemkiewicz: Que aumenta a libido feminina? Tem uma galeeeeera testando produtos que possam se transformar no Viagra Rosa – e eles certamente sabem que vão faturar bilhões se conseguirem. Até agora, sei que existem questões hormonais – um desequilíbrio pode ser responsável por isso e um endocrinologista pode avaliar se é necessária a reposição hormonal. Além disso, alguns médicos receitam testosterona em forma de gel, mas as reações são diversas… Funciona para algumas mulheres, a despeito de efeitos colaterais chatos, como o crescimento e engrossamento de pelos no local onde se aplica o gel.
SEXO CRIATIVO: Quais os planos para seu site e sua vida profissional… por que decidiu falar sobre sexo?
Nathalia Ziemkiewicz: Dona Carla, minha mãe, é psicóloga e trabalha com sexualidade há 23 anos. Descobri muito cedo o que eram DST’s, como se colocava uma camisinha, o que era masturbação… Sempre tive muuuuita liberdade para perguntar o que quisesse e sempre me senti muito acolhida – em vez de reprimida – nas minhas questões adolescentes. Várias amigas recorriam a mim e a ela para esclarecer dúvidas – e eu amava esse pequeno “poder” do tipo “minha mãe é foda”. Meu pai também era incrível, orientou e me deixou fazer as minhas escolhas – aos 15 anos, ele sabia que eu transava com o namorado e sabia que nos impedir de dormir juntos não ia fazer com que deixássemos de transar. Então ele nos permitia dormir no quarto e viajar sozinhos, o que era visto como “absurdo” por muita gente. Gente cujas filhas faziam a mesma coisa, só que dentro do carro e na escada do prédio. Quando fui trabalhar na Época, como repórter de comportamento, sugeria muitas reportagens sobre amor e sexo, então acabei assumindo um blog de sexualidade da própria revista. Aí me encantei com essa aproximação do público, coma demanda surreal de perguntas e a falta de informação que as pessoas têm sobre o universo. O Pimentaria demorou nove meses para nascer, e é como um filho pra mim. Tudo ali foi pensado em cada detalhe, estudei a concorrência, me demiti da Istoé (onde trabalhava em 2013)… Ele já saiu da internet, virou chá de lingerie, palestra e workshop. Tenho um projeto pronto para virar programa de TV e adoraria que ele também virasse uma loja física, uma boutique erótica com venda de produtos e cursos. Mas ainda são apenas planos.
Segunda parte: Ela pergunta:

 

Nathalia, tenho lido várias matérias no seu site e gostado muito. Acho realmente importante o sexo ter mais espaço, ser mais falado e discutido. Vejo que as pessoas se questionam e racionalizam sobre tudo, querem saber se são normais rs. Obrigada pela disponibilidade em responder as nossas perguntas.

SEXO CRIATIVO: Descobri recentemente que apesar de ser hétero, ter namorado, me sinto atraída sexualmente por mulheres (adorei descobrir isso! rs)… E você, qual sua relação com as meninas?


Nathalia Ziemkiewicz:
A sua descoberta é natural e mostra a sua segurança em relação à própria sexualidade. A gente não “é” hétero, a gente “está”. Como já expliquei, o desejo é livre e fluido, vai variando ao longo da nossa vida. Você pode adorar beijar e transar com mulheres, na presença ou não do seu namorado, e isso não significar que você é lésbica. As mulheres se preocupam muito com isso, temem realizar a fantasia e se sentirem rotuladas de “gay”. O que é uma grande bobagem. Até porque, se você descobrir que gosta permanentemente de meninas, qual o problema? Vamos pensar menos em rótulos e mais em nossa satisfação? Não posso entrar em detalhes sobre a minha vida pessoal nesse quesito (hahaha).

 

SEXO CRIATIVO: Vejo que no site muitas mulheres se abrem com você, fazem perguntas e expõem aflições, coisa que não fazem com o companheiro. Será que ainda falta liberdade, intimidade e confiança nos relacionamentos? Ou a opinião de uma terceira pessoa, de fora, é sempre importante?

 

Nathalia Ziemkiewicz: Falta o que chamo de intimidade emocional. Isso não tem nada a ver com fazer xixi na frente do outro ou arrotar sem cerimônia. É a capacidade de falar para si mesmo e para o outro aquilo que talvez seja difícil admitir – e saber ouvir o parceiro com igual generosidade. A maioria das pessoas não pratica isso, morre de vergonha de dizer que gostaria de um ménage e ser taxada de “safada e puta”, por exemplo. Ou de fazer o ménage e o outro preferir a terceira etc. Claro que a opinião do outro, alguém de fora e imparcial, ajuda a provocar algumas reflexões. Mas NADA equivale a ter um diálogo aberto, sincero e desarmado com a pessoa que você ama. Tudo o que for consensual, que respeitar o limite do outro, é válido e saudável. Quando você se sente acolhido pelo outro, em vez de julgado, você fortalece o vínculo e a confiança desse amor.
SEXO CRIATIVO: Ligado a essa pergunta, fizemos recentemente uma entrevista entre nós, o casal, perguntando tudo um para o outro, não importando as consequências. Você acha que há limites para se abrir? Ou um casal maduro não tem problema em ouvir tudo que se passa com o companheiro?
Nathalia Ziemkiewicz: Depende, de novo, do grau de intimidade que esse casal tem. De repente, você não pode chegar para o outro e dizer “então, trepei com uma gata hoje”. Qual o limite dessa relação, da liberdade acordada? Eu já fiz perguntas delicadas para o meu marido, coisas que muitas mulheres não teriam coragem de perguntar. Ou, se perguntassem, não estariam preparadas para ouvir a resposta sincera sem fazer um escândalo. Do tipo: “Você comeria a fulana? Você já se sentiu emocionalmente atraído por outra?”.
SEXO CRIATIVO: Você diz que o maior tabu ainda é o sexo anal. Eu só experimentei com meu atual parceiro. E para a surpresa dele nenhum dos meus outros namorados tinha sugerido. Será tabú  tanto para mulher, quanto para o homem? Será que as mulheres escondem a vontade de experimentar?
Nathalia Ziemkiewicz: Há uma crença tão grande de que sexo anal está ligado à dor que, muitas vezes, os homens sequer tentam propor por medo de levarem uma bordoada (hahaha). Não acho que elas escondem a vontade de praticar, elas têm medo mesmo. Quem tem vontade, imagino, vai sugerindo aos poucos – se insinuando durante o sexo mesmo, não exatamente com palavras (hahaha). É que a maioria dos caras não sabe fazer com que a mulher queira, não tem a paciência e a habilidade necessárias para tornar o anal uma coisa prazerosa. Dica: jamais diga “amor, me dá o cuzinho hoje?” que os músculos dela vão automaticamente contrair e nem uma agulha passa por ali (hahaha). Vá estimulando a região ENQUANTO ela está prestes a gozar. Assim, aos poucos, ela vai associando orgasmo a um dedo no ânus, depois a dois dedos no ânus e finalmente ao pau. Isso, claro, aos poucos. Nunca de uma vez, numa mesma transa.

SEXO CRIATIVO:
Lendo seu site, não acho que você foi preconceituosa quando aconselhou um cara a não pedir fio terra no primeiro encontro. Sexo anal no primeiro encontro também não rola, né? É muita intimidade não?
Nathalia Ziemkiewicz: Cara, pessoalmente, eu acho. Mas, como você viu nos comentários deste post, algumas pessoas discordam. E tô longe de ser unanimidade. Não é nem só pela questão da intimidade, mas da impressão que se pode causar no outro – sim, ainda somos muito preconceitos, rotulamos o outro imediatamente.

“Uma vida a dois deliciosa e

duradoura precisa mais de

calcinhas que de panelas. “

 

 

SEXO CRIATIVO: “Uma vida a dois deliciosa e duradoura precisa mais de calcinhas que de panelas. ”  Adorei essa frase que li no seu site! Embora meu namorado diga que deixo ele doido com as duas coisas,rs. A comida feita pelo parceiro tem uma graça que não se encontra em outro lugar. Você cozinha para seu marido? Alguma receitinha secreta?

Nathalia Ziemkiewicz: Eu já disse em alguma entrevista que morro de tesão quando meu marido, que mal sabe fazer macarrão, chega do trabalho e tira a camisa para me ajudar a preparar o jantar. Gosto de vê-lo ali ao lado, picando tomates, enquanto eu mexo nas panelas. Essa cumplicidade, esse cuidado, essa disposição me excita. Não sou uma cozinheira de mão cheia, faço o trivial. O que ele mais adora são os doces que faço sem avisar, sabe? Coisas simples, como um bolo de cenoura com chocolate ou uma mousse de maracujá – e aí essa sobremesa a gente aproveita pra comer na cama, se é que você me entende 🙂

Para curtir mais Nathalia não deixe de visitar seu blog:

Na Pimentaria

 

About The Author

Uma garota que já foi certinha e convencional, mas que hoje ama experimentar coisas novas e absurdamente obscenas, não sabendo mais o limite das próprias taras, desejos e coragem, explorando tudo com o apoio do amor de sua vida, amigo e companheiro para todas as horas.

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