Confesso que estávamos pra lá de céticos com essa Exxxperience. Por duas vezes, fomos na antiga e agora extinta Erotika Fair e apesar de termos curtido, nos últimos anos nem quisermos voltar, pois parecia que o evento estava meio decadente, sem grandes novidades e empolgação de quase ninguém (relatos bem desanimados pela web).

Aí surgiu esse nome diferente: Exxxperience! Estavam tentando nos enganar com só um nome pomposo de diferente? Adianta por mil “x” no nome pra empolgar a galera? A época do ano também mudou: ao invés de março como os outros anos, aconteceria em junho. Essa mudança foi um pouco ruim, pois o dia estava frio e aí é aquela coisa, não pude ver minha mulher de mini saia no evento, coisa que deveras aprecio (perdoem o arcaico linguajar).

Além de relutarmos muito para sair de casa – cheios de preguiça de ir para o Anhembi – quando chegamos lá e fomos comprar os ingressos na bilheteria, simplesmente desistimos. A gentil senhora no caixa, nos alertou que a feira não era como a de outros anos, repleta de lojas expositoras com uma grande variedade de produtos. Não. Havia apenas uma única  loja e o resto eram “experiências” e brincadeiras! Ah ta! Por isso o nome… Exxxperience. A ficha caiu. Não achamos apropriado entrar e fomos de volta para o carro, mesmo já tendo jogado 40 reais fora de estacionamento.

Olha que engraçado analisar isso: ficamos com medo e vergonha! No fundo era isso, não tem como negar. Justo nós, um casal que tem um site para incentivar pessoas a saírem da mesmice, que se acha ousado e abusado, tentou fugir de algo inesperado. Bom para entender que nunca devemos baixar a guarda. Nosso lado “não quero passar vergonha”, “sou tímido para isso” ou “tenho medo”, nunca adormece completamente. Sempre volta meio vingativo, querendo nos levar de volta para a rotina segura e controlável.

Aí eu disse, já ao lado do carro, com a chave na porta: “ah não, viemos até aqui! Vamos entrar, vai? Pelo site!”. Minha gata assentiu um pouco apreensiva. Fomos lá pagar a salgada entrada e entramos. E a coisa foi inesperada e diferente: MESMO!

Não vou fazer uma descrição de tudo que tinha lá, mas só do mais excitante e divertido.

A primeira coisa interessante que fizemos foi colocar um óculos de realidade virtual para ver um filme em 360, com uma cena erótica curtinha. Entramos somente eu e minha mulher numa tenda escura. Um carinha de sunga ficou pegando nela enquanto ela assistia e uma morena gostosíssima ficou em mim. Sabe o que foi o mais ridículo de tudo? Eu poderia ter passado a mão no corpo dela – coxas, bunda e peito – e não fiz nada! Eu não sabia que podia. Era para ver o filme na realidade virtual e sentir o toque de um corpo real na sua frente. Não acredito! Perdi… Trouxa é pouco!

Aí vieram as salinhas! Uma outra atração ali do lado. Esperando na fila, não tínhamos ideia do que seria aquilo. Explicaram que havia 5 salas diferentes e passaríamos um tempinho em cada uma, até chegar a hora de ir para outra. Eu estava certo de que passaria vergonha e sentiria raiva de estar ali… Odeio palhaçadas interativas teatrais e coisas do tipo. “Me deixem em paz” sempre foi o lema da minha vida em espetáculos e coisas afins: não estou aqui, não me notem, por obséquio!

Mas chegou nossa vez e não teve jeito: fomos jogados num manicômio sem volta.

Na primeira salinha tinha um povo bem doido. Duas mulheres e dois homens que gritavam muito, super animados. Colocaram minha mulher numa cadeira e eu em outra, lado a lado. Uma das mulheres – que estava de maiô – pulava no meu colo, no meu pau (com calça, claro) com uma bunda gigante num fio dental, como se estivesse trepando. Ela era muito feia (tadinha), mas era tão simpática e engraçada que eu estava curtindo muito a doideira toda. Ela provocava minha mulher  enquanto se esfregava em mim, dizendo: olha aqui seu homem, vamos ver se é fiel. Um cara musculoso de sunga fazia o mesmo em minha mulher: sentado no colo dela, se esfregava e tentava me provocar.

Nos olhávamos assombrados, que loucura tudo aquilo. Quando acabou o tempo, eles todos começaram a gritar: “levantou? levantou?”, e uma delas colocou a mão para ver se meu pau estava duro. Ela gritou “não levantou, ele é fiel!”. Claro que meu pau não ficou duro, não foi excitante, mas foi muito divertido e engraçado. Ri bastante.

Na segunda salinha a coisa mudou um pouco. Um cara puxou minha mulher – que ficou numa cadeira atrás de mim – e uma negra gostosa me levou para uma cadeira na frente.

 

De shortinho super enfiado e um corpo delicioso, ela fazia um lap dance em mim. Perguntei se eu podia passar a mão nela. Ela disse que sim. Aí desembestei: alisei suas coxas  de cima a baixo, apertei os glúteos durinhos e apalpei a bocetinha forçando o shortinho para dentro. Durou pouco, mas foi gostoso. Meu pau nesse momento já dera o ar da graça. Não vi nada do que o cara fazia em minha mulher. Só ouvi ela soltar um: “que abusado” meio indignada, quando o cara passou a mão em seu peito.

Não durava muito a permanência na sala. Mais ou menos um minuto eu acho.

A sala seguinte foi bem interessante. Havia duas mulheres sentadas num banco, uma de frente para a outra e dois caras em pé circulando. Disseram que era um lugar para explorar os corpos: o que fizéssemos neles, eles poderiam fazer na gente. Aí fiz uma das coisas mais gostosas da noite: abaixei o sutiã de uma das morenas, deixando um mamilo lindo à mostra e disse pra minha gata: chupa, amor! Ela abaixou e colocou a boquinha no peito! Que delícia! Enquanto chupava, os dois caras mordiam seu pescoço. Quando parou, pude desviar meu olhar para então dar um beijo na boca na outra menina que estava em frente. Gente de Deus, que baixaria!

Meu pau estava querendo furar o jeans e ver tudo aquilo de frente! Mas não podia!

Passou rápido. Na sala seguinte o ponto alto foi a beleza: uma moreninha linda me puxou pela mão e fez mais um lap dance. Minha mulher novamente ficou atrás com um cara. Com o pau bem duro, eu puxei a bunda da moreninha para ficar grudado nele, e fiquei fazendo um vai e vem bem forte. Ela beijou meu pescoço. Minha vontade era trazer minha mulher pra ficar com ela também. Era disparado a mais bonita da noite.

Na sala seguinte ficamos eu e minha mulher apalpando uma bunduda que não podíamos ver, mas só sentir. Ela estava envolta numa cortina preta. Disse que adorava casal bem resolvido e fizemos um sanduíche com ela no meio. Foi bem gostoso.

Ainda havia mais uma salinha com uma negra deliciosa, coxas duras e grossas e uma bunda impressionante. Minha mão se apressou em conhecê-la por inteiro. Chamei minha mulher – que ama uma bunda de mulher – pra curtir comigo, mas não deu tempo. Passava rápido.

E então acabaram-se as salinhas… Triste! Achei que seria infinito.  Engraçado que na saída, um casal nos esperava todo sorridente para perguntar se havíamos curtido a experiência. Como ela estava de mini saia e era gostosa, eu quase fui metendo a mão nela! Saindo dali, dava a impressão que o mundo continuaria assim, que eu poderia ir passando a mão em quem eu bem entendesse, salinhas após salinhas. Hello, acabou!

Olha, vou te falar. Me deu vontade de voltar pra fila e fazer tudo de novo!Foi muito bom! Que surpresa!

Aí veio ainda, uma das coisas que eu mais queria na vida e nunca ainda nunca havia conseguido. Um filme de minha mulher beijando outra mulher.

Olha gente, eu pedi para várias Garotas de Programa deixarem eu filmar um beijo. Mas nunca rolou. Elas não deixam mesmo! Rolou até um stress forte uma vez de uma que viu eu filmando o beijo e mandou eu apagar. Pegou meu celular para ver se estava na lixeira e esvaziar.  Só podia levar esses momentos de beijo que amo na imaginação e só.

Mas ali foi diferente. Por meros cinco reais, realizei meu sonho, tão difícil e que tantas frustrações trouxe.

Explico. Havia ali na feira uma barraca do beijo. Você poderia escolher entre três garotas. Era só pagar os tais cinco reais e beijar. Comprei 2 fichas e perguntei ansioso para a loirinha que escolhemos: posso filmar? E não é que ela disse “claro” com toda naturalidade? Ahhhh que demais! Finalmente! Já gastamos somas exorbitantes com meninas que disseram um veemente “não” para esse meu pedido. E agora, a coisa veio fácil!

Fiquei bem pertinho das duas, coloquei o celular em “filmando” e supliquei inebriado: action! As boquinhas das duas loirinhas começaram a se roçar, as linguinhas a se raspar e eu a enlouquecer. Um filme! Para sempre! Ninguém me toma! Esse beijo vai se repetir milhares de vezes… Não mais uma memória apagada!

Além de toda essa glória que ocorreu, eu tinha mais uma ficha. Foi minha vez. Dei um beijo gostoso na loirinha da barraca enquanto minha mulher olhava. Que absurdo! Que sensação estranha é essa? Uma coisa errada e tabu que causa um excitamento único e depravado. Amei! Ela beijava bem a safada. Na frente da minha mulher? Não pode! Compartilhamos a mesma língua, os mesmos lábios.

Ela ainda deu um selinho em mim e em minha mulher para se despedir. Foi muito divertido!

No dia seguinte, enquanto minha mulher me chupava eu assistia o vídeo do beijo das duas em loop… Aiai, a vida é boa gente…!!! Esse momento é meu para sempre!

Bom, foi isso! Que delícia! Já pensou se tivéssemos deixado o medo e a preguiça prevalecer? Não teríamos curtido nada disso…

Nunca vou esquecer esse 11 de junho de 2017, véspera do dia dos namorados.

Valeu Exxxperience!

About The Author

Sou um cara que ama criatividade em todos os setores da vida, principalmente no sexo. Sempre pronto pra inventar e experimentar coisas inusitadas, quebrar padrões e expandir a realidade. Tudo junto do amor da minha vida, porque só assim que tem graça.

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