“Tem hora pra tudo! “… Frase tão clichê e tão verdadeira… essa frase é pra todas as horas: em todas as horas da vida ela vale. O que cai bem num certo momento, não cai no outro… Espero que este texto esteja chegando em boa hora para quem lê.

No caso desse texto é hora de falarmos que dentro de nossa vida sexual tem hora para satisfazer dois seres distintos dentro de nós: o que faz amor e o que quer foder.casal-romantico-sentado-cama

Existe uma doçura inerente ao sexo romântico, um tom espiritual e mágico que só é possível com um parceiro que amamos, que temos total cumplicidade, entrega, intimidade, carinho e segurança. Impossível conseguir este estado de graça durante o sexo com alguém que conhecemos mal e que não nos importa em nada emocionalmente. Impossível conseguir essa união especial mesmo com alguém que você ama, num dia em que o casal está brigado. Só ocorre numa hora de total crença um no outro, na verdade do amor, no fato de que somos quase um só. E é um milagre quando acontece, uma das melhores coisas da vida.

Porém, existe uma coisa que o sexo romântico não consegue atingir, um lado dentro de nós que existe e nunca é satisfeito por ele. É um lado que pode ficar adormecido por muito tempo, fingir-se de morto ou até parecer não existir, mas ele volta e meia aparece, e quando aparece vem com sede. Se você tenta reprimi-lo seja com que tática for, religião, psicologia, ética, ou com teorias do que é certo ou errado, você só faz alimentar o bicho ainda mais, e quando ele vem, vem pavorosamente faminto. É nosso lado selvagem, que não quer “fru fru” nenhum, quer algo cru, animal e desconhecido. O romantismo que só a segurança e o conhecido podem nos dar não consegue prover seu oposto: a aventura, o bizarro, a perversão. O desconhecido e perigoso também provém um toque especial à vida.

Quando estamos na devassidão total, transando com estranhos, gente emocionalmente nula para nós, dando vazão a todo e qualquer desejo de nossas tresloucadas fantasias, o ser romântico começa a crescer e reclama. Quando estamos habitando sob o véu espesso e protetor do amor romântico, seguros no carinho acolhedor de um parceiro que nos é a cumplicidade em si, o selvagem começa a crescer e reclama. Segurança e aventura, aeterna dicotomia humana. Amamos nossa casa, amamos viajar. Quando as coisas estão por demais iguais, queremos o diferente. Quando as coisas mudam demais nos causando vertigem, queremos uma constante, um chão, algo que dê sentido e forma à vida.casal

Como conviver com esse ser dividido e paradoxal que somos? É fato que em uma hora somos mais o devasso em outras o romântico. Somos os dois. E o que é mais interessante e nos confunde: um estado produz o seu oposto.  A menina fofa e pura, em toda sua inocência acaba por dar a luz a uma putinha dentro de si, que quer dar mais, para muito mais gente do que a moral permite. A devassa em toda sua diária “putaria” acaba por dar a luz a uma princesinha cheia de fadinhas envolta que sonha casar e ter uma alma gêmea do seu lado.  A santa e a puta são uma mesma pessoa. É preciso alimentá-las com habilidade e precisão, para não reprimir uma delas e não assustá-las com o fato de que são inconciliáveis. Para ser um ser total é preciso admitir e ficar em paz com nosso paradoxo, nossa dualidade. Somos Jackyl e Hyde, o médico e o monstro. E é divertido ser assim. Só é uma maldição para quem não sabe brincar, para quem não sabe tirar o peso das coisas. Não há drama aqui. Para casais inteligentes, sem traumas, medos e tabus, jogar com esses dois opostos é um deleite supremo.

Os tempos modernos e a nova filosofia do iLover tem mostrado que existe uma maneira de conciliar esses dois seres inconciliáveis, esses dois tipos de sexo. O mais importante para que esses dois universos paradoxais possam existir sem conflitos traumáticos é reconhecer a hora certa para as coisas, quando e como alimentá-los sem prejuízo para o outro.

A sensibilidade aliada com a intuição nesse caso é crucial. Chegar para sua esposa num dia de carência dela, um dia de afetuosidade a flor da pele, romantismo escorrendo pelos olhos e falar frases devassas e propor perversões vai cair muito mal. Mas, num dia em que seus olhos estão mais selvagens, falar “eu te amo princesa” pode estragar tudo. Nesse dia um “vem aqui sua vagabundinha” vai cair muito melhor.

 

Além do estado emocional dela, também podemos falar da habilidade de conduzir para um ou outro estado, mas é preciso saber que isso também tem hora. Se ela está totalmente fechada, nem o maior dos maestros conseguirá alterar seu humor. Então é melhor ir com ela, nadar a favor e casal2participar de seus sentimentos. Mas quando houver uma pequena abertura para uma perversão ou mesmo um romantismo, a mulher pede que exerçamos nosso poder de condução. Ela quer saber se sabemos convencê-la, paga pra ver se você consegue seduzi-la para algo inusitado.   Não há nada mais afrodisíaco que a atitude, a habilidade de sugestionar, encantar.

Aprenda a jogar com os contrastes, não fique com medo que existem dois seres opostos dentro de cada pessoa e de você mesmo. O movimento entre um oposto e outro é maravilhoso para as mentes abertas e sem medo. Esse atrito faz gozar de um jeito esplendoroso. Esse site é sobre esse desejo paradoxal que habita em todos nós e como ser pleno e realizado em nossa doce incoerência.

Fôda e faça amor…sempre. Perceba a hora certa para cada um, e saiba que um te conduzirá inevitavelmente ao outro.

Conte com nosso site como guia para a bem-aventurança nesse universo interno eternamente dual.

Somos todos dois!

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About The Author

Sou um cara que ama criatividade em todos os setores da vida, principalmente no sexo. Sempre pronto pra inventar e experimentar coisas inusitadas, quebrar padrões e expandir a realidade. Tudo junto do amor da minha vida, porque só assim que tem graça.

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